Open-Source na empresa: afinal, é possível?
Muito se apregoa sobre o uso de soluções open-source no mundo comercial como sendo algo economicamente viável e sem problemas de vírus, entre outras vantagens. Pouca gente tem condições para testar, avaliar e até mesmo defender o uso do open-source, seja por encarar como “perda de tempo”, seja por considerar que “soluções de mercado são mais fáceis de instalar e administrar”. Some a isso a falta de suporte “oficial” (a maioria recorre a fóruns e wikis), com o fato de o código-fonte estar disponível na Internet, e com o fato dos mais “nervosos” de plantão criarem uma celeuma, instalando o medo de usar aquela solução que parece (e muitas vezes é) tão boa.
Nem sempre soluções open-source baseadas em Linux são as mais indicadas, mas, hoje, muitas delas são oferecidas prontas, na forma de distros específicas para configuração de appliances.Permitindo, assim, a implantação muito rápida de praticamente qualquer coisa que se deseje. Vamos estudar alguns casos onde é possível implementar (e administrar) facilmente uma infraestrutura baseada em open-source para atender a qualquer necessidade de pequenas e médias empresas, com um investimento mínimo. Não entrarei em detalhes técnicos de configuração (howto’s), devido ao fato de que cada ambiente é único, e que a ideia é fomentar a experimentação dessas soluções – como eu fiz e tenho feito no dia-a-dia. Há bastante documentação nos fóruns dos desenvolvedores, basta procurar e adaptar.
Telefonia
O Asterisk é o líder inconteste das soluções VoIP open-source. A Digium, que criou o sistema para rodar em seu hardware, sustenta uma ampla comunidade de desenvolvimento e suporte e há cursos e treinamentos que, apesar de um pouco caros, oferecem as condições básicas para o profissional de TI mexer na plataforma. E até mesmo sem cursos formais! Quem se sentir confortável para aprender fuçando com os tutorias da Iternet e e-books sobre o assunto, pega o jeito. É fácil encontrar informação para setup e fóruns de discussão sobre todo tipo de problemas.
E o hardware? O Asterisk pode rodar na grande maioria dos hardwares x86 e x64 disponíveis no mercado (e até em máquinas mais velhinhas, desde que o número de ramais não seja elevado) e existem muitos fornecedores de placas FXO e FXS com preços relativamente baixos. Com um investimento inferior a R$5 mil, é possível montar um ótimo servidor Asterisk usando um bom processador com cache de pelo menos 4MB e um disco rígido SATA qualquer, uma placa E1 com DSP e cancelamento de eco, e um DDR E1, com 100 ramais e 30 canais – e isso é metade do valor de uma central de PABX comercial. E se a demanda não é massiva na telefonia, até uma plaquinha com processador embeeded, boot por flash drive e uma boa interface FXO para a linha telefônica convencional serve.
Mas quem precisa de hardware? Com o advento da Amazon no Brasil, ficou muito mais fácil ter um Asterisk – sem comprar hardware e sem esquentar os miolos para montar e instalar a coisa toda, pois existem AMIs específicas para subir seu Asterisk facilmente e em 90 segundos (existem AMIs da Voxilla prontinhas para subir um Asterisk, como o FreePBX e AsteriskNow). Após criar a instância, é necessário criar um Security Group com as portas para rodar o HTTP, SIP, SSH e os demais serviços necessários ao funcionamento do Asterisk. Um detalhe: já que é um PABX virtual e não tem o hardware DSP para o processamento de áudio e cancelamento de eco, o processamento de voz demanda muita CPU – pegue uma instância Small com 5 ECUs, se a demanda de telefonia for mais alta que um escritório comercial.
Tela de administração do FreePBX, disponível como AMI na Amazon Web Services.
Mas, se o Asterisk é virtualizado, como integrá-lo à rede telefônica pública? Existem provedores de serviços VoIP no Brasil que oferecem trunks SIP que já veem integrados à rede telefônica pública – com isso você não precisa de links mistos de voz e dados, placas FXO ou FXS, e pode integrar vários escritórios numa única plataforma convergente. Pode-se instalar ATAs, ou media gateways multicanais, nos escritórios e usar telefones comuns na infraestrutura VoIP – e o melhor, se houver a mudança de local a única coisa necessária é a internet funcionando no novo endereço. Pode-se, também, até oferecer o home-office aos colaboradores – eles podem atender os ramais onde estiverem porque estes se tornam portáteis.
E por falar em portabilidade de ramais, também é possível instalar o ramal do Asterisk na maioria dos smartphones modernos que rodam Android, Windows Phone ou iOS, e até tablets. Basta instalar soft-fones SIP clients nos mesmos. Não recomendo o uso em 3G, devido ao desempenho um tanto quanto insuficiente no Brasil, mas se houver Wi-Fi ao alcance, é certo que poderá utilizar seu ramal na lanchonete, num café, no aeroporto ou em qualquer lugar do mundo onde houver uma conexão wireless.
Armazenamento de dados
Quem não conhece o bom e velho Samba? Qualquer distro Linux pode incorporar um servidor de arquivos para usuários Windows com uns poucos cliques de mouse (ou toques de teclado, se usar o SSH). Mas e se você tivesse uma maneira de instalar rapidamente um servidor com tudo o que fosse necessário (e mais) para distribuir arquivos numa rede SoHo? Essa maneira existe, e se chama NAS (Network Acessible Storage).
Há fabricantes de NAS que incorporam em seu firmware um Linux embarcado em flash, e é bem fácil de instalá-los e administrá-los – basta acessar o IP do NAS via browser, como um roteador doméstico. Esses equipamentos permitem várias coisas além de simplesmente distribuir arquivos pela rede: teste dos HDs para verificar falhas, montagem de volumes em RAID ou strapped, integração com AD, servidor de impressão, backup em nuvem (MyCloudNAS, Amazon S3 e outros serviços do gênero).
É sempre prudente planejar uma estrutura mista de storage, com o NAS armazenando tudo localmente (alta disponibilidade) com backup failover em um serviço cloud como o S3 da Amazon (o que permite o restore em caso de perda do servidor por incêndio, roubo ou intempéries). Mas a um custo médio de R$5 mil nas versões mais simples de NAS comerciais, o risco compensa o investimento?
Faça o seguinte: compre um servidor barato, ou monte um com pelo menos uns 4GB de RAM e tudo onboard, mas com interface S-ATA RAID e instale o FreeNAS, que é uma distro baseada em FreeBSD para você configurar seu próprio NAS. Ele não deve quase nada aos equipamentos comerciais. Compre um pendrive de 4GB de boa marca e instale o FreeNAS nesse pendrive “bootável” (prática recomendada pelo desenvolvedor da distro, pois a instalação “mata” o disco inteiro para ser instalada e não permite gerenciamento das partições), e libere os discos para o armazenamento dos seus arquivos.

O gerenciamento do FreeNAS é via browser, através do seu IP (ou se tiver um DNS na sua rede pode acessar pelo nome), sendo possível criar os volumes, os RAIDs ou straps, usuários, compartilhamentos e permissões de acesso (ele permite AFS para Apple, SMB para Windows e também compartilhamentos específicos para UNIX). Também é possível agendar os testes de SMART dos discos e monitorar se é necessária manutenção ou troca dos mesmos. Também tem gráficos e estatísticas de tráfego de dados e uso de disco, e backup para iSCSI e outras modalidades de armazenamento externo e em nuvem.
O FreeNAS também tem servidor FTP, DNS dinâmico, SSH, LDAP, VLANs e outras features muito interessantes para flexibilidade dentro da maioria dos ambientes e também para ter seus dados seguros e de maneira onipresente.
Segurança na rede
Sabe aquele roteador que existe na maioria dos escritórios (e provavelmente na sua casa também)? Pois é, ele oferece uma segurança mínima, mas que não é o suficiente. É possível violar essa segurança e fazer uma boa bagunça no ambiente de rede – basta que uma máquina tenha uma vulnerabilidade, um worm, ou um malware, pois eles abrem uma brecha para ataques.
Os antivírus funcionam, mas não impedem que os usuários cliquem “naquele link do e-mail que o banco lhe enviou” (e que obviamente é fake, mas o coitado não sabe). O que fazer? Adotar um firewall mais robusto seria o ideal e a opção lógica, mas o custo de soluções comerciais baseadas em appliances é de cerca de US$2,5 mil ou mais. Se o dinheiro é problema para você (ou para o seu cliente) e você busca uma solução de segurança confiável, existem algumas opções de distros para appliances de firewall muito interessantes – e que não demandam um hardware muito robusto, dependendo da quantidade de usuários na rede.
Uma das soluções é o Endian, uma distro para configuração de appliances de firewall, que tem Iptables, OpenVPN, DHCP, antivírus, proxy e várias opções de configuração de uso, permitindo inclusive a configuração de DMZ em wireless. Com ele é possível prover um access point com uma SSID exclusiva para visitantes da empresa e totalmente isolada do ambiente de rede. A versão Community é gratuita e pode ser usada tranquilamente em um ambiente corporativo, desde que seja usada uma CPU com pelo menos 4GB de RAM e um disco rígido grande o suficiente para armazenar os logs desejados (configuráveis).
Tela de administração do Endian Firewall Community
O Endian oferece estatísticas de banda de rede (com QoS) e logs de todas as formas – a mais útil é a detecção de intrusão, que permite que máquinas que estejam rodando malwares (como no exemplo acima) sejam identificadas pelo IP e possam até mesmo ter seus MAC addresses banidos manualmente (você isola o Mac address na interface administrativa do Endian) até que o problema seja sanado pelo suporte local. E uma coisa bem interessante é poder fazer o backup das configurações e logs para que, em caso de desastre, o Endian possa ser reinstalado e as configurações sejam refeitas em menos de meia hora.
Assim como o Endian, há outras distros para appliances de firewall: IPCop e o SmoothWall – ambos têm features similares ao Endian, que aliás foi desenvolvido a partir delas.
Solução “tudo-em-um”
Se os recursos para compra de hardware são limitados (uma máquina para firewall, uma para o NAS e assim por diante), ainda assim é possível disponibilizar um appliance com todos os serviços de rede consolidados. Nem pense em colocar uma CPU velha rodando Windows e compartilhando pastinhas na rede – isso é ineficiente e uma “economia mal feita”, além de não ter segurança nenhuma e ser um pesadelo para o administrador. A maneira tradicional, via Linux, é instalar uma distro Desktop (por exemplo, o Ubuntu) com os serviços necessários (CUPS, Samba, IPTables, entre outros) e permissões de acesso. Mas e se houvesse uma maneira de fazer isso sem perda de tempo e de forma simples? Essa maneira existe e se chama Zentyal.
Ele é uma distro para appliances all-in-one baseada no Ubuntu. Com ela é possível configurar no mesmo servidor: um firewall com detecção de intrusão, um diretório (similar ao AD), um print server, um fileserver, um PABX (Asterisk), um firewall, groupware (plataforma ce colaboração on-line, backup, gerenciamento de domínios, publicação de intranets e muito mais. E o melhor: ele é totalmente flexível e expansível. Você só instala aquilo que vai usar, administra tudo via browser e pode, também, integrá-lo a uma floresta de servidores de diretório (AD) pré-existente.

Conclusão
Os puristas podem torcer o nariz para estas soluções prontas e preferirem configurar tudo sozinhos. Não tenho nada contra essa prática, mas isso gera custo, devido ao tempo gasto na configuração e manutenção (o famoso dilema “make or buy”), além de deixar o usuário “escravo” de alguns profissionais que instalam coisas que “só eles conhecem”. Penso que, eticamente, o que importa é a transparência para com o usuário, o custo (e isso envolve tempo gasto na configuração) e eficiência, que se revertem em satisfação do cliente – e indicações.
Open-source funciona e há cases de empresas grandes usando as soluções descritas aqui – basta olhar os sites dos desenvolvedores para ver que é possível usar muito bem essas soluções. Eu uso no meu dia-a-dia e recomendo-as conforme as necessidades dos meus clientes.
Já está na hora de “sair da caixa”, dar uma espiada em volta e conhecer coisa nova, porque aquelas soluções que já conhecemos bem – e custam caro – podem não oferecer aquilo que open-source já oferece hoje. Experimentar open-source é bom, é de graça e traz conhecimento!
5 tipos de clientes problemáticos

Seja você freelancer, empresário ou empregado de uma agência de design, provavelmente já se deparou alguma vez com um cliente problemático. Tais clientes caem como uma bomba nas mãos de qualquer profissional e é preciso muito tato para lidar com eles.
Sendo assim, listamos 5 tipos de clientes problemáticos e sugerimos uma possível saída para cada um dos casos. Esperamos que seja de ajuda!
1) O esquecido
Você chega ao local marcado para a reunião e espera 10, 20, 30 minutos. Quando a paciência se aproxima do fim, decide ligar para seu cliente e perguntar se houve algum imprevisto. A resposta dele? “Puxa vida, esqueci da nossa reunião…”.
Ok, ninguém é perfeito. Vez ou outra nos esquecemos de um compromisso. Por conta de problemas maiores ou mesmo da correria do dia-a-dia, algumas coisas podem simplesmente sumir de nossa memória. Porém, atente-se à freqüência que isso acontece. Caso o cliente esqueça muitas vezes de compromissos ou não envia materiais ou informações que havia prometido, você estará lidando com um esquecido.
O que fazer?
No caso de reuniões marcadas, experimente ligar um dia antes, ou mesmo algumas horas antes do compromisso para confirmar com o próprio cliente. No caso de envio de materiais e informações de um projeto, por exemplo, trabalhe com prazos, definindo uma data-limite para o recebimento das informações. Deixe claro, se possível em contrato, que o atraso do recebimento do material por parte do cliente influenciará na data da entrega final do projeto. Ao se aproximar deste prazo, avise seu cliente por e-mail e telefone.
2) O folgado
É um domingo ensolarado e você está curtindo o merecido fim de semana. De repente, seu telefone toca: é seu cliente. Quer te convidar para um churrasco? Não. Quer falar sobre o projeto. As vítimas perfeitas para o cliente folgado são os freelancers. Como geralmente um freelancer dá seu número de telefone residencial ou o do próprio celular, tais clientes não pensam duas vezes em ligar fora do horário comercial. E agora?
O que fazer?
Em alguns casos, por algum motivo o próprio profissional permite que o cliente ligue em qualquer horário. São exceções. Porém, se nada foi previamente combinado e você continua a receber ligações em horários importunos, faça o óbvio: não atenda. Depois, sutilmente deixe claro por e-mail que está disposto a esclarecer qualquer dúvida que o cliente tenha em horário comercial. Se possível, tenha uma linha comercial e deixe-a ligada apenas no horário de atendimento.
3) O caloteiro
O cliente foi simpático, amigável e objetivo. O projeto ficou pronto e ele gostou. Porém, existe um problema: ele ainda não pagou. E nem vai.
O que fazer?
Cada profissional decide se irá começar a trabalhar somente após uma entrada em dinheiro ou se irá receber o pagamento após a conclusão do projeto. O problema desse último caso é quando lidamos com indivíduos de má fé, mais conhecidos como caloteiros.
Um cliente que não pagou na data estipulada não é necessariamente um caloteiro. Ele pode ser um esquecido. Nesse caso, deixe claro (mais uma vez, se possível em contrato) que se o pagamento não for feito até a data estipulada, você tem todo o direito de tirar o projeto do ar (no caso de sites). Mas lembre-se que a comunicação é a melhor ferramenta para resolver esse problema.
Porém, se realmente perceber que o cliente agiu de má fé, e que desde o começo não tinha a intenção de pagar, leve o caso à delegacia. É importantíssimo que exista um contrato assinado e com firma reconhecida para sustentar seus argumentos.
4) O amigão
O cliente amigão geralmente é alguém conhecido que não consegue diferenciar o pessoal do profissional. Talvez seja o cliente mais problemático, pois é a junção de um pouco de cada item anterior: é esquecido, pois leva tudo no âmbito pessoal, sem se preocupar com prazos. É folgado, pois acha que pode entrar em contato com você a hora que desejar (e este tem seu telefone pessoal). E pode se tornar um caloteiro, pois acredita que como você é um bom amigo, não irá cobrar pelos serviços (ou não irá se importar se ele atrasar o pagamento “um pouquinho”).
O que fazer?
Não há problema algum em prestar um serviço para um amigo ou conhecido. Mas deixe claro que trata-se de uma relação profissional. Faça um acordo por escrito, trate-o como um cliente comum. Se ver que a intimidade está atrapalhando o profissionalismo, aproveite-a e use de sinceridade. Diga que se as coisas continuarem a ser tratadas dessa forma, não será possível a conclusão do projeto.
5) O “metamorfose ambulante”
O projeto está quase no fim, o prazo de entrega se aproxima, mas de repente o cliente encarna o João Kléber e diz: “Para tudo!”. Sim, ele quer mudar algo: todo o projeto.
O que fazer?
Seja categórico. Deixe claro que grandes mudanças significam novos prazos e novos orçamentos. Faça a clássica comparação do seu trabalho com o trabalho de um pedreiro: Se você o interromper no final da construção de uma casa e pedir que faça novamente, mas com outra estrutura, é possível que ele aceite, mas logicamente cobrará o serviço já prestado. Serviços não são como produtos que podem ser trocados por outros. Serviços contratados e executados são cobrados. E fim de papo.
15 fontes incríveis gratuitas para download

Sempre que temos oportunidades, damos dicas de download de fontes aqui no blog. E como hoje é sexta-feira, decidimos fechar a semana útil com 15 fontes incríveis, gratuitas para download.
Quem preparou a lista com as 15 fontes foi o site webexpedition18.com. Então não perca tempo! Acesse já o link e aumente sua coleção de fontes!
150 fantásticos slideshows em jQuery

Já falamos algumas vezes sobre slidehows em jQuery aqui no blog, mas não me lembro de um link com tantos recursos quanto esse.
Trata-se de simplesmente 150 slideshows prontos para serem personalizados e usados em seu projeto.
Quem fez essa bela lista foi o site webdesignshock.com. Então aproveite! Acesse a página e faça bom proveito.
Actions para Photoshop estilo grunge

No final do ano passado fizemos um post com 30 incríveis actions para photoshop que com certeza serviram de ajuda para muitos.
Seguindo essa linha, o site designfloat.com listou algumas ações para dar um efeito grunge em qualquer foto.
Usar uma action é simples. Caso não saiba, uma rápida pesquisa no Google te ensinará.
Sendo assim, confira a página com as Actions e comente o que achou!
A Reutilização das Embalagens: Uma viagem para o consumo consciente (Parte I)
Embalagens se tornam lixo urbano e o designer é quem as projeta. Partindo desa percepção, como o profissional de design deve se confrontar com essa realidade que é um problema, afinal o lixo urbano é um dos grande desafios da sociedade moderna… na minha opinião, nós designer/ desenhadores somos um dos responsáveis pelo que se descarta.
Os requisitos ambientais para embalagens
Cada vez mais têm se discutido sobre a conscientização do problema ambiental. Acerca deste problema – e as atividades daí derivadas – seguiu um percurso que vai do tratamento da poluição (as políticas end-of-pipe, que tendem a neutralizar os efeitos ambientais negativos gerados pelas atividades produtivas), à interferência nos processos produtivos que geram tal poluição (tecnologias limpas), ao redesenho dos produtos industriais, num processo que se fazem necessários definido como produtos limpos. Esse tema levou à discussão e à reorientação de novos comportamentos sociais na procura por produtos e serviços que motivem a existência de tais processos e, conseqüentemente, desses produtos, o consumo limpo.
Na figura abaixo, temos um anuncio que reflete o que hoje é uma “tendência” do mercado, em se adequar a essas estratégias sustentáveis. Embora, esse seja um item essencial para a evolução de maneira consciente da sociedade: a sustentabilidade no geral. Contudo por vezes, nos passa certa ironia de algumas entidades, empresas, instituições, perante tal tema tão essencial. No cartaz logo abaixo, diz: “Coma esse Anúncio. Fomos tão fundo no assunto sustentabilidade, que este anuncio foi feito em papel comestível”. Ao lado do cartaz inteiro, está em tamanho maior, para melhor visualização e leitura.
A definição de sustentabilidade, em termos simples, é tudo aquilo que se sustenta, que trabalha em vida própria. Em artigo da revista EmbalagemMarca (nº 108), um dos temas que se propõe o Seminário Estratégico de Sustentabilidade na área de embalagem, organizado pelo Bloco de Comunicação no âmbito do Ciclo de Conhecimento é apontar caminhos e identificar providencias viáveis. Um dos pontos importantes é que as pessoas têm se dado conta, de forma crescente e não totalmente tardia, de que a administração insensata dos recursos naturais vem colocando em sério risco sua sobrevivência e a de seus descendentes. Em resumo, é preciso mudar, e já não cabe discutir quando, mas tomar atitudes.
O homem desde a Revolução Industrial vem produzindo produtos aos quais muitas vezes, não são pensados projeticamente em quanto este irá causar impacto no meio ambiente. Hoje, já passados aproximadamente 150 anos desde o inicio da Revolução, a humanidade enfrenta as conseqüências drásticas que causou ao meio ambiente durante este século que passou. Enquanto que no século XX foi marcada pelo começo da industrialização da sociedade moderna e desenvolvida, este século XXI é definido como sendo a era de propor e realizar alternativas para se produzir sustentavelmente, em projetar harmonicamente com a natureza.
Um estudo realizado no Reino Unido (University of Surrey, 2008) revelou que o impacto ambiental dos alimentos em relação ao cultivo, colheita, processamento, transporte, armazenamento, consumo e descarte trazem impactos ambientais muito superiores à embalagem. Manzini (2005, p. 100) afirma: “no futuro, portanto, uma das tarefas para o desenvolvimento de novos produtos vai ser a de projetar o ciclo de vida inteiro do produto, ou, como se diz em inglês, projetar o Life Cycle Design (LCD)”. Abaixo está um esquema ilustrando as estratégias e fases do ciclo de vida do design.
Segundo o mesmo autor, para um produto ser eco-eficiente necessita satisfazer requisitos e estratégias apresentadas como: a minimização dos recursos (redução de uso de materiais e de energia, bem como, a escolha de recursos de baixo impacto ambiental, a otimização da vida dos produtos para que artefatos durem; a extensão da vida dos materiais em função de projetar para a possível reaplicação dos materiais descartados e a facilidade na desmontagem a fim de tornar fácil a separação das partes e dos materiais.
Para projetos industriais de embalagens, a fase de otimização da vida dos produtos, é relacionada às fases de distribuição, uso e de descarte/eliminação. “Num contexto do ciclo de vida que leve em consideração a duração de um produto e a possibilidade de reutilização de seus componentes e materiais, é mais eficaz partir de ideias de otimização da vida dos produtos ou da extensão da vida dos materiais” (MANZINI, 2005). É importante lembrar que em determinadas culturas o consumo “usa e joga fora” é o predominante. É complicado aplicar determinadas estratégias, como as referidas anteriormente para a otimização dos materiais no seu ciclo de vida, bem como a reutilização dos mesmos. Na maioria das vezes o próprio fabricante não se responsabiliza pelos refugos e descarte das embalagens e os produtos no geral.
“Na busca pela sustentabilidade, os requisitos ambientais deveriam ser prioritários, mas a verdade é que uma solução voltada para os critérios de redução do impacto ambiental, para ser vencedora, também deve ser, portanto, eco-eficiente” (MANZINI, 2005). Eco- eficiente entende-se a relação entre o valor de um produto, pela satisfação de um serviço oferecido, e o seu impacto ambiental, poluição e consumo de recursos, indica, em outras palavras, o grau em que está conjugada a redução do impacto ambiental para a produção, distribuição, uso e descarte, bem como com o aumento da qualidade dos serviços oferecidos. Gerevini (2007) apud Ferri (1976, p.116) descreve claramente as atitudes humanas perante a sociedade: “o homem provoca desequilíbrios ecológicos por motivos econômicos, por ganância, por desejar ganhar muito em pouco tempo, com o menor investimento possível de capital”.
Nossa sociedade é caracterizada pelo consumo demasiado, impulsionado pelo descarte em curto prazo de produtos e embalagens industriais. Por conseguinte, o consumo é uma necessidade humana. Segundo Manzini (2005), o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é “uma atividade de design voltada ao encontro daquilo que é tecnicamente possível com o que é ecologicamente necessário, a fim de fazer surgir novas propostas aceitáveis cultural e socialmente”. Somente mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade é que alternativas inovadoras de design serão de fato bem aceitas.
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Manual do quê?
Quando falamos em manual de identidade visual, pensamos logo em uma marca. Porém, uma publicação também possui uma identidade visual e para conservá-la também precisamos de um manual.
É isso mesmo, assim como as marcas, as publicações também possuem uma identidade que vai muito além apenas do logo, mas sim nela como um todo e deve ser percebida como parte de uma publicação periódica, seriada ou de determinada empresa ou editora, e para isso é necessário um manual de diagramação ou manual de estilo.
Nele estarão contidas todas as informações pertinentes ao projeto gráfico, ele irá ajudar no desenvolvimento e produção de uma publicação, auxiliando profissionais internos e externos, facilitando o desenvolvimento e mantendo sua identidade, independente da equipe que a produza e tema que está sendo tratado.
Alguns são mais específicos e restritos, normalmente, de editoras. Já revistas e jornais possuem manuais mais abertos, justamente por lidar com mais elementos, não apenas o texto. Porém, o fato de possuir um manual de estilo e regras aplicação não significa que a publicação deverá ser sempre igual, o manual dá a possibilidade de criação sem perder a identidade e explorando a criatividade.

Manual de diagramação da Editora Zahar, disponível no site da editora.

Manual de estilo para artigos da Revista Ensaios de História, disponível no site.
Para quem está fazendo ou pensado em fazer TCC, ou algum trabalho acadêmico ou profissional no ramo editorial, talvez esse seja um dos primeiros e mais importantes passos da produção de uma publicação, seja ela impressa ou não.
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Leia também:
Teoria básica do design – Cor
A cor é capaz de alterar todo um contexto. Cada sensação tem uma paleta de cores, e cabe ao designer saber aplicar estas paletas, mas para isso existe uma longa teoria a ser aprendida e interpretada.
A percepção das cores muda conforme o material em que ela esta inserida, sua intensidade, a luz que a ilumina, as cores adjacentes, etc. Também é muito importante lembrar que a percepção de cada cor muda conforme a cultura. O vermelho, que para nós remete ao desejo, no Japão é usado pelas noivas. Da mesma forma, há cores que “estão na moda”, e embora um trabalho com este tipo de paleta não tenha longa durabilidade (por isso ele é descartável no projeto de uma identidade visual, por exemplo) pode ser uma boa escolha em um trabalho de curta durabilidade (como em um convite para um desfile de moda, que logo será descartado).
Uma breve definição de cor
Para começar vamos definir o que é cor. A definição da Wikipedia já nos basta: “A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fotons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.”
Aspectos da cor
Para entender os aspectos da cor, vamos usar esta imagem:

E agora as definições:
Matiz: é a cor pura, sem adição de branco ou preto.
Intensidade: quanto mais intensa uma cor, mais “viva” ela é. Podemos enfraquecer uma cor adicionando preto ou branco a ela, ou neutralizá-la adicionando cinza.
Valor: refere-se a luminosidade da cor, depende do escurecimento e do clareamento, mas não da saturação ou da matiz. Uma imagem colorida perde sua matiz ao ser convertida para preto e branco, mas não perde suas caracteristicas tonais.
Escurecimento: variação de matiz obtida através da adição de preto.
Clareamento: variação de matiz obtida através da adição de branco.
Saturação: também chamado de croma, refere-se a pureza da cor. Quanto mais cinza se adiciona a cor mais neutra ela se torna.
Teoria básica das cores
Isaac Newton, cientista inglês, descobriu que a luz branca é composta por um espectro de cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Newton organizou estas cores em um círculo, conhecido hoje como circulo cromático.
Através do circulo cromático, os designers tem uma excelente ferramenta para compor paletas de cores específicas para cada trabalho, vejamos as características do círculo cromático.
Antes de tudo, o círculo cromático:

Podemos dividir as cores do círculo em:
Primárias: vermelho, azul e amarelo são cores puras que não podemos obter através de misturas. As demais cores descendem das primárias.
Secundárias: obtidas através da mistura de duas cores primárias, são o verde, violeta e o laranja.
Terciárias: obtidas através da mistura de uma secundária com uma primária. São exemplos o verde-amarelado e o laranja-avermelhado.
Cores complementares
São as cores opostas no círculo cromático. Quando juntas produzem um forte efeito contrastante.

O uso de cores complementares exige cuidado, uma vez que o contraste entre elas é bem forte. Uma alternativa pode ser usar cores semicomplementares, onde o contraste é amenizado (embora ainda seja bem evidente):

Cores análogas
As análogas são cores vizinhas no círculo cromático. São facilmente equilibradas na composição, uma vez que suas matizes são próximas umas das outras.

Cores quentes
As cores quentes são aquelas que exprimem a sensação de calor (!). São exemplos o vermelho, laranja e amarelo.

Cores frias
Já as cores frias, remetem a falta de calor.

Obs: Você deve ter notado que o verde limão esta tanto nas cores quentes quanto nas frias. Isso porque ele não pertence a uma categoria fixa, quando inserido em um contexto quente, se comporta como uma cor quente e quando inserido em um contexto frio, age como cor fria.
Modelos cromáticos
Um sistema de cor pode ser aditivo ou subtrativo. Sistema aditivo é aquele formado por cor luz, em que as cores primárias juntas formam todos os matizes do espectro.
Já um sistema subtrativo é aquele formado através de pigmentos. A cada pigmento que é misturado, mais luz é absorvida, assim, a mistura de todos os pigmentos primários resulta na ausência total de luz (preto).
RGB
Sistema aditivo usado em monitores, TVs, etc. É composto pelas cores vermelho, verde e azul (red, green, blue). Para formar uma imagem, diferentes porcentagens de cada cor se sobrepõem, como as retículas são muito pequenas não vemos os pontos de luz, mas sim a imagem formada. Uma imagem exibida através do sistema RGB sofre alteração de acordo com cada monitor e a luz ambiente.
CMYK
Sistema subtrativo que usa ciano, magenta, amarelo e preto para impressão de imagens. Ciano, amarelo e magenta em 100% são capazes de produzir preto, no entanto isso resulta em um preto sujo, além de haver o risco do papel ficar com excesso de tinta. Por este motivo é utilizada uma retícula preta na impressão. A cores são influenciadas pela superfície e pela sua iluminação (uma imagem impressa em uma folha fosca não gera e mesma percepção de uma impressa em uma folha brilhante).
Psicologia das cores – O significado das cores
Antes de começar a falar sobre o que cada cor significa, acho importante deixar uma coisa bem clara. Quando falamos que o vermelho reflete sensualidade, nos referimos ao vermelho puro. No entanto, geralmente as cores não são usadas em seu estado mais puro, ou seja, um vermelho muito próximo do violeta não representa a mesma sensação que um vermelho 100% puro. As cores se sujam umas com as outras, e assim ocorre uma interação entre sensações. Sempre se lembre disso quando for aplicar cores a uma composição, é de extrema importância para que o trabalho reflita exatamente aquilo que deve refletir.
Branco
O branco reflete paz, pureza, calma, inocência e dignidade. É uma cor suave, com um peso visual menor que o preto. Por ser composto por todas as cores luz, o branco se expande, imagens com grande porcentagem de branco emitem mais luz e parecem maiores.
Preto
O extremo oposto do branco, o preto é a ausência total da luz. Representa a morte, tragédia, luto, noite, fim, solidão. Mas é importante ressaltar que o preto é uma cor elegante quando corretamente aplicado, sendo também uma cor luxuosa.
Lado sombrio da força
Cinza
O cinza é uma cor neutra, por isso a sensação que ele transmite está ligada as cores adjacentes a ele. Sozinho remete a tristeza, angústia, desânimo. É muito usado para equilibrar composições por ser uma cor neutra.

Vermelho
Força, vitalidade, atenção, sensualidade, paixão, amor, força e calor são o que o vermelho representa. Aumenta as formas por ser uma cor com muita força visual, além de ter um grande peso visual. É a cor do proibido, do pecado.

Amarelo
Para Kandinsky o amarelo é a cor mais quente do círculo cromático, embora alguns estudiosos considerem o vermelho como a cor mais quente. O amarelo tem grande capacidade de expansão, e assim como o vermelho aumenta visualmente as formas.

Representa a energia, alegria, verão, é a cor da luz, a cor mais luminosa do circulo cromático. Também representa inveja, ciúme e a riqueza (por ser a cor do ouro).
Verde
Reflete estabilidade, calma, serenidade, frescor, saúde, bem estar, abundancia. O verde também é a cor da sorte, muito usado em mesas de jogo. Lembra o dinheiro, as verdinhas.

Azul
Cor do mar e do céu, remete a imensidão. Assim como o verde o azul transmite calma e serenidade, mas com um dinamismo maior que o verde. O azul é uma cor feminina, também transmite amizade, calma, lealdade, viajem.

Violeta
A cor da magia (principalmente o lilás), sonho, igreja, fantasia, delicadeza, a sabedoria e o lado espiritual. Representa também a violência e o engano.
O roxo também é uma cor associada ao homossexualismo, como o Canha tratou neste post aqui.
Laranja
Representa o calor, fogo, luz,festa, euforia, tentação e advertência. O laranja também é uma das principais cores do halloween (por causa das abóboras).
Fonte da imagem: http://fav.me/dp899g
Marrom
A cor da terra, representa a estabilidade, repressão emocional e medo ao mundo exterior. também é uma cor morta, pois é a cor dos galhos e folhas secas.

Rosa
Feminilidade, intimidade, autocontrole, valor, dignidade e calma. O rosa pastel é uma cor comum em produtos infantis femininos, pois transmite graça e ternura. O rosa pink remete a Barbie.

Outros aspectos da cor
Existem muitos outros aspectos que interferem na percepção que temos de uma cor. É impossível abordar tudo sobre cor em apenas um post, por isso vou deixar uma lista de links e livros que abordam o assunto:
Cor: preferencias cromáticas e suas relações – Choco la design;
O significado das cores para cada cultura - Design on the rocks;
A cor no processo criativo – Um estudo sobre a Bauhaus e a teoria de Goethe – livro
A cor na comunicação, Eric Danger
Da cor a cor inexistente, Israel Pedrosa
É isso pessoal, espero que tenham curtido o post!
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Como aprender a desenhar
Não podemos negar que desenhar é essencial para qualquer designer; mas afinal, como aprender a desenhar? Desenhar é um dom ou uma técnica?

O (falso) talento de desenhar
Antes de qualquer coisa, vamos desmentir essa história de que desenhar é um dom. Desenhar é prática e treinamento, não um dom especial. Ler mentes é um dom especial, ver através de paredes também, mas desenhar não.
Claro que algumas pessoas tem mais facilidade para desenhar do que outras, mas isso não é uma particularidade do desenho. Algumas pessoas tem facilidade em resolver contas, outras tem em desenhar.
Dito isso, vamos ver como aprender a desenhar.
Percepção e observação
Betty Edwards é autora de um livro chamado Desenhando com o lado direito do cérebro. Segundo a autora, desenhar não é uma questão de coordenação, como muitas pessoas acham, mas sim de percepção de formas. Segundo Edwards, uma pessoa com coordenação motora suficiente para escrever o próprio nome é completamente capaz de desenhar com qualidade.
Para desenhar bem, primeiro precisamos aprender a enxergar. Quando estamos começando a desenhar, temos o hábito de desenhar o que sabemos sobre a forma, e não o que estamos vendo de fato. Por exemplo, se você for desenhar uma mesa você sabe que vai desenhar um móvel que possui uma base grande e quatro pernas (modelo mais comum). E assim, a maioria dos iniciantes desenha a parte superior da mesa muito maior do que ela realmente é, porque no lugar de desenhar o que está enxergando, desenha a imagem gravada na memória do que é uma mesa.
Sendo assim, o primeiro passo para aprender a desenhar é esquecer tudo aquilo que você sabe sobre a forma e desenhar apenas o que você esta enxergando. Parece fácil, mas geralmente não é.
Betty Edwards recomenda desenhar usando como base as formas negativas, pois assim não estereotipamos os reais formatos.
Encontre as formas básicas
Principalmente enquanto estiver aprendendo a desenhar, é importante começar o desenho esquematizando com formas mais simples. Se você prestar atenção, verá que tudo o que vemos pode ser simplificado a formas básicas, o que ajuda muito na hora de definir as proporções das formas. Um sofá pode ser simplificado em um retângulo, uma garrafa em um cilindro, etc.
Não se limite a tutoriais
Uma rápida pesquisa no Google e encontramos centenas se tutoriais de como desenhar passo-a-passo. No entanto, esses tutoriais são, na minha opinião, receitas de bolo. Você aprende a desenhar determinada forma, mas não estimula sua percepção. No lugar de tutoriais, desenhe observando a realidade, desta forma irá aprimorar sua capacidade de enxergar.
Desenhe formas tridimensionais
Ou seja, desenhe objetos, animais ou pessoas reais, não imagens. A percepção que temos ao desenhar uma cadeira observando uma foto é muito inferior da que temos ao desenhar olhando para uma.
Desenho de memória
Desenhar alguma coisa, seja o que for, que não estamos observando é muito mais difícil. Não só não temos onde olhar para verificar se estamos desenhando corretamente, como corremos o risco de estereotipar nosso desenho, ou seja, não desenhar a forma como ela realmente é.
Algumas pessoas conseguem desenhar perfeitamente algo apenas lembrando de como ela é, mas a princípio é muito mais recomendado desenhar observando do que lembrando das formas.
Primeiro o desenho naturalista
Tudo bem que você pode gostar de desenhar monstros, mas é muito mais fácil de adquirir as noções do desenho (tais como proporção, equilíbrio, etc) com o desenho realístico do que com o desenho estilizado. O ideal é aprimorar os traços naturalista e estilizado ao mesmo tempo, pois à medida que você vai praticando, ambos os desenhos vão evoluindo.
Preserve seu traço
Cada pessoa tem um traço diferente. Alguns usam poucas linhas para representar o que querem, outros precisam fazer uma verdadeira riscaria para desenhar. Definir um traço no desenho pode demorar, mas depois que você alcança-lo, não o perca. Seu traço define você.
Ame desenhar
Nada é mais importante do que amar aquilo que fazemos. Se você não amar desenhar, acredite, você não vai desenhar direito. O desenho exige dedicação, principalmente se você tiver um pouco mais de dificuldade de percepção. Sinceramente, se você não ama desenhar, não desenhe.
É isso ai pessoal! Até o próximo post!
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